AS INTERVENÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL EM CRIANÇAS PORTADORAS DA SÍNDROME DE DOWN


A terapia ocupacional (TO) de acordo com CREFITO4 é uma profissão que tem por objetivo a prevenção e o tratamento de indivíduos com alterações cognitivas, perceptivas, psicomotoras e afetivas, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou doenças adquiridas. Visando sempre o bem-estar e autonomia do paciente, podendo ser criança, adulto e idoso.

O terapeuta ocupacional avalia o estado mental, físico, social e o histórico familiar, identificando os limites de cada paciente, suas deficiências e reais necessidades, para iniciar as intervenções. Portadores da Síndrome


de Down são um exemplo de pessoas que necessitam desta, e de outras, intervenções terapêuticas

A Síndrome de Down é uma doença genética e crônica, associada a uma divisão anormal no cromossomo 21. Esta alteração afeta o indivíduo manifestando características físicas especificas, como a cabeça arredondada e pequena, face levemente achatada, boca pequena e constantemente aberta com a língua projetada para fora, mãos pequenas e gordinhas, dentre outras características.

A síndrome também pode estar associada a alguns problemas de saúde, como por exemplo o atraso no desenvolvimento cognitivo, hipotonia muscular, atraso na articulação da fala, surdez, problemas respiratórios, problemas cardíacos, transtorno visual e doenças da tireoide. Estas possíveis complicação os condicionam a intervenções terapêuticas com profissionais ou com uma equipe multidisciplinar na qual o terapeuta ocupacional pode estar envolvido.

As intervenções com crianças são realizadas por meio de atividades lúdicas que desenvolvem o processo de aprendizagem sobre a vida e sobre si mesmo. Em casos de atraso no desenvolvimento cognitivo como aprendizagem, compreensão e raciocínio, as atividades têm por objetivo o estímulo da atenção, concentração e memória da criança. Por isso são utilizados jogos de memória, caça palavras, caça figuras, noção e pareamento de cor, noção de quantidade, organização espaço-temporal, esquema corporal, auxilio de alfabetização, comunicação alternativa, dentre outros.

Em caso de Hipotonia, o terapeuta utiliza jogos que estimulam a coordenação motora, visomotora, preensão de objetos, lateralidade e até integração sensorial. Geralmente, estas crianças também necessitam de uma intervenção voltada para a socialização com jogos em grupos, intervenção no comportamento (trabalhando a permanência na atividade, autonomia e internalização de regras e limites) e comunicação alternativa.

Sendo assim, as intervenções da terapia ocupacional em crianças com Síndrome de Down são fundamentais para aprimorar as atividades diárias e práticas da vida, promovendo de forma cognitiva, motora e psíquica as potencialidades e trazendo o bem-estar e a qualidade de vida destas crianças para viver e conviver em sociedade.

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